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sexta-feira, 3 de junho de 2011

ENQUETE 05/2011

uso das bibliotecas
          Neste mês tivemos participação de 17 pessoas na enquete. Muito obrigada a vocês que votaram.
          A enquete refere-se a frequência às bibliotecas que, ao meu ver anda em baixa.
 Acho importante destacar que hoje em dia as bibliotecas são espaços de leitura, troca de experiências, contação de histórias, entre outras atividades e nós precisamos aproveitar e incentivar o uso desse espaço.
Segue abaixo um texto que traz algumas dicas de como melhorar nossas bibliotecas. Boa leitura e aproveite para deixar seu comentário.

Os segredos das melhores bibliotecas
Experiências bem-sucedidas pelo Brasil dão 11 ideias para valorizar bibliotecas e atrair mais leitores.
Foto: Fernando Moraes



Biblioteca Mário de Andrade, no Centro de São Paulo. O lugar foi totalmente restaurado e reaberto ao público no início de 2011.
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A falta de hábito de leitura é um grave problema para os brasileiros. Pesquisas recentes mostram que a população do país vem lendo mais nos últimos anos, mas o percentual de leitores ainda é muito baixo (de acordo com o estudo Retratos da Leitura no Brasil, de 2008, 45 % da população estudada não leu nenhum livro nos últimos 3 meses, e é considerada não-leitor pela pesquisa).

Embora 67 % dos brasileiros saibam que existe uma biblioteca perto de seus lares, apenas 1 em cada 4 cidadãos as freqüentam, de acordo com o Retratos da Leitura. A má condição dos estabelecimentos é um dos principais fatores que contribuem para esse distanciamento do público. O Retratos da Leitura mostra que 20 % dos leitores do país não vão às bibliotecas por causa da precariedade dos estabelecimentos.

Prédios velhos, falta de acervo, verba curta, má administração, entre outros, são alguns dos motivos que afastam o público das bibliotecas, e, consequentemente, da leitura. Se os brasileiros leem pouco, uma das causas é certamente a falta de acesso que a população tem aos livros.

Fazer com que as bibliotecas tenham maior alcance e sejam disseminadoras do conhecimento é um desafio e tanto, mas, é possível, como mostram experiências bem-sucedidas pelo Brasil. Conheça a seguir algumas ações que contribuem para a valorização das bibliotecas e estimulam o prazer da leitura.

Dados do Ministério da Cultura mostram que no Brasil existem 331 municípios que ainda não possuem bibliotecas. Pode parecer pouco, considerando o total de 5.562 municípios brasileiros, mas não é. Se a cidade de São Paulo - com mais de 50 bibliotecas públicas - ainda possui áreas carentes de bibliotecas (caso das zonas sul e leste) imagine o problema que é ter acesso a livros no resto do Brasil?

Na impossibilidade de construir novas unidades, uma boa opção são as bibliotecas itinerantes, como a Biblioteca Volante e o Ônibus Biblioteca (também ganhadoras do Prêmio Viva Leitura 2008, na categoria Bibliotecas públicas, privadas ou comunitárias), das capitais de Rio de Janeiro e São Paulo, respectivamente.

"O ônibus biblioteca tem uma frequência altíssima. As comunidades que não têm bibliotecas por perto sentem muita falta disso, e quando chega o ônibus a procura é alta", diz Maria Zenita Monteiro, Coordenadora do Sistema Municipal de Bibliotecas do município de São Paulo.

Há ainda uma variação inusitada e bem regional das bibliotecas itinerantes: o jegue-livro. Em algumas cidadezinhas do nordeste, como Panelas (PE) e Alto Alegre do Pindaré (MA), livros para empréstimo são levados à população no lombo de um jegue. "O jegue é um bichinho simpático e faz uma boa propaganda. A população adora", diz Christine Fontelles, diretora do Instituto Ecofuturo, que ajuda comunidades a montar sua própria biblioteca. Ela conheceu o projeto na cidade de Panelas.

O ambiente da biblioteca tem de ser agradável para atrair as pessoas. Além de oferecer condições básicas de higiene e segurança, o espaço precisa ser confortável. Quanto mais lúdico for o contato com a biblioteca, maior é o aproveitamento do público.

Christine Fontelles, diretora do Ecofuturo, instituto que coordena o projeto das Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso, concorda com essa percepção. "Incentivamos que o ambiente das bibliotecas comunitárias seja um ambiente animado, colorido e bem iluminado", explica.

Se mantiver um aspecto sisudo, a biblioteca dificilmente será aproveitada pela comunidade. "Ela não pode ser apenas um armazém de livro", alerta Christine.

A Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, na cidade de São Paulo, também segue esse modelo mais despojado (que vem sendo implementado na maioria das bibliotecas do município). Além de salas com poltronas, pufs e tapetes para as crianças deitarem, a Monteiro Lobato conta com uma atração que poucas têm: um parque. O playground é da prefeitura, mas fica no quintal do prédio da Monteiro Lobato e é bastante freqüentado pelo público da biblioteca.

Nenhum obstáculo deve existir entre os livros e o público em uma biblioteca. "O importante na biblioteca são os livros. O livro é um objeto de mediação entre o conhecimento e o sujeito, nada deve ser posto entre eles", defende Christine Fontelles, diretora do Instituto Ecofuturo.

Christine também afirma que é preciso ter cuidado com a disposição e exposição das obras. "Para as crianças, por exemplo, as estantes precisam ser baixas e os livros tem de estar com a capa sempre voltada para a frente", diz.

Outra medida importante é ter profissionais capacitados para melhor atender o público. O bibliotecário deve estar presente para auxiliar e não dificultar o acesso aos livros. "Os profissionais que trabalham nesses espaços precisam compreender a relação do leitor com os livros. A pessoa que faz a mediação entre leitor e livro precisa ser leitora também, para saber como atrair o público. Um pouco de carisma também ajuda. Não adianta ter um espaço bonito com uma pessoa carrancuda te atendendo", diz Rovilson José da Silva, diretor de bibliotecas de Londrina (PR) e responsável pelo "Projeto de Leitura Bibliotecas Escolares: Palavras Andantes", ganhador do Prêmio Viva Leitura 2008, na categoria Escolas Públicas e Privadas.

Os itens mais importantes das bibliotecas são, naturalmente, os livros. Portanto, além de ter um bom acervo é necessário conservá-lo. Nas Bibliotecas Comunitárias Ler é Preciso - parceria entre o Instituto Ecofuturo e a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) -, por exemplo, parte do treinamento dos bibliotecários é dedicada às práticas de conservação das obras. A diretora do programa, Christine Fontelles, explica que o bibliotecário tem de estar preparado para ensinar o público como tratar os livros. "Em algumas regiões extremamente pobres, faltam noções de cuidado. As crianças manuseiam os livros de qualquer jeito e isso pode danificar as obras.", diz.

O projeto de leitura Bibliotecas Escolares: Palavras Andantes, de Londrina (PR), segue filosofia semelhante, e, além da capacitação dos profissionais (um dos pontos fortes do programa), busca a melhoria constante dos acervos das bibliotecas escolares. "A biblioteca é um lugar de troca e convivência. Para que ela não perca esse caráter, é preciso investir na ampliação contínua do acervo", diz Rovilson José da Silva, diretor de bibliotecas de Londrina (PR).

A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil 2008 apontou que mais da metade dos frequentadores das bibliotecas são crianças e adolescentes. Ler é bom para todos, mas é ainda mais importante no aprendizado durante a infância e adolescência. As bibliotecas precisam ter espaços voltados para esse público para atraí-lo e atendê-lo com qualidade.

Além de salas confortáveis, coloridas, bem iluminadas e limpas, é preciso ter acervo e programação específicos para esse público. "Temos um acervo muito grande de gibis, quadrinhos, DVD`s e livros infanto-juvenis. Também promovemos exibições de filmes e seções de contação de histórias, que atraem bastante os jovens", diz Rita Pisniski, diretora da Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, da cidade de São Paulo.

O diretor de bibliotecas de Londrina, Rovilson José da Silva - responsável pelo Projeto de Leitura Bibliotecas Escolares: Palavras Andantes, vencedor do Prêmio Viva Leitura 2008, na categoria Escolas Públicas e Privadas - dá a dica: "Quando a criança vir a biblioteca ela tem de se sentir atraída. A biblioteca tem de ser um espaço adequado e educativo para a criança e estar integrada à visão de ensino e aprendizagem das escolas", diz.

Hoje, internet, televisão e videogames competem com os livros. Por isso, as bibliotecas precisam oferecer algo além dos livros nas estantes. Seções de leitura e de cinema, contação de histórias para crianças, telecentros, teatro, oficinas, entre outros, são algumas das opções para tornar a biblioteca um ambiente mais atrativo para jovens leitores. A biblioteca Infantil Monteiro Lobato, por exemplo, tem um grupo de teatro, o TIMOL (Teatro Infantil Monteiro Lobato), feito pelas crianças e jovens que a frequentam. A diretora Rita Pisniski garante ser um sucesso. "A princípio, o Timol é para crianças e jovens dos 10 aos 18 anos. Mas, muitos, quando ficam mais velhos, gostam tanto que não querem ir embora. Acabam ficando para fazer direção, figurino, cenografia, essas coisas e deixam a encenação para os mais novos", diverte-se a diretora.

A biblioteca tem de funcionar de acordo com a necessidade do público que a freqüenta. Para isso, é preciso se adequar aos horários em que os usuários têm maior disponibilidade para visitar as bibliotecas. Em sua reformulação pedagógica, o Palavras Andantes, de Londrina, fez com que a maioria das bibliotecas das 80 escolas do município permanecessem abertas para leituras e empréstimos durante o horário de recreio. Do que adiantaria uma biblioteca escolar fechada no único período em que a criança não está em sala de aula, não é mesmo?

Outro problema na maioria das cidades é a falta de bibliotecas abertas aos domingos. Em Belo Horizonte nenhuma biblioteca pública abre nesse dia, Em São Paulo, apenas quatro, das mais de 50, e no Rio de Janeiro seis das 29 bibliotecas públicas funcionam aos domingos. O número reduzido de funcionários e a falta de pagamento da prefeitura por horas extras de trabalho costumam ser os maiores obstáculos na hora de funcionar aos domingos. Mas, se existe procura da população pelas bibliotecas aos domingos é possível atendê-la, mesmo com tantos empecilhos.

A Biblioteca Infantil Monteiro Lobato, uma das quatro bibliotecas que atendem aos domingos na cidade de São Paulo, funciona graças ao esforço de seus funcionários. "Para funcionar aos domingos não precisamos de todos os funcionários, apenas alguns. Para não sobrecarregá-los fazemos um rodízio", explica a diretora Rita Pisniski. O atendimento no fim de semana não é igual ao dos dias úteis: funcionam apenas a sala de leitura e a Gibiteca, em horário reduzido, das 10h as 14h. "Mas se alguém precisar muito usar a sala de pesquisa a gente dá um jeito", diz Rita.

Boas bibliotecas são feitas por e para a população das cidades onde funcionam. Para atender as verdadeiras necessidades do público, nada melhor do que envolver a comunidade em todo o processo de criação das bibliotecas. Se a comunidade participar da escolha das obras, da decoração do ambiente, da programação das oficinas, etc, as bibliotecas serão mais envolventes e terão a cara do público que as frequenta. É o que acontece nas Bibliotecas Comunitárias, do Programa Ler é Preciso, do Instituto Ecofuturo. "A participação da comunidade é fundamental. São as pessoas que têm de escolher quais gêneros a comunidade precisa. É muito importante compartilhar com a comunidade todo o processo das bibliotecas.", diz Christine Fontelles, diretora do programa.
Christine também destaca a importância da comunidade se engajar para conseguir maior representatividade política. "Nosso programa visa potencializar projetos de leitura já existentes. A participação da comunidade é fundamental para conseguir o apoio da prefeitura e do Estado. Em Mogi das Cruzes, por exemplo, graças ao engajamento, a população conseguiu apoio do Instituto C&A e do Ministério da Cultura para a melhoria de uma das bibliotecas comunitárias", diz a diretora.

De acordo com a pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", de 2008, 3 em cada 4 brasileiros não vão às bibliotecas. O número é assustador. Uma das principais causas dessa baixa frequência pode ser a falta de informação sobre os estabelecimentos. "A maior fragilidade das bibliotecas é a divulgação. Tem muita biblioteca na cidade de São Paulo que existe há anos e a população não sabe de sua existência. Trabalhamos muito infraestrutura e acervo, mas temos que trabalhar mais a divulgação nos bairros", afirma a Coordenadora do Sistema Municipal de Bibliotecas do município de São Paulo, Maria Zenita Monteiro.

Na impossibilidade de construir bibliotecas para atender a todos, ou de abrir todas as unidades aos domingos, é preciso procurar outras formas de atender ao público. Livros pendurados em árvores, leituras no bosque, e até mesmo o Jegue-livro, vale tudo para estimular a leitura.

A Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo conta com seis pontos de leituras em parques da cidade, conhecidos como "Bosque da Leitura". Ao todo, são seis unidades nos parques do Ibirapuera, Piqueri, do Carmo, da Consolação, do Anhanguera e no parque da Luz. Todos funcionam aos domingos.

Em algumas cidades do Nordeste, a criatividade dos moradores para incentivar a leitura vai além de atividades nas praças e do jegue-livro: alguns chegam a pendurar livros nos galhos de uma árvore para divulgar a biblioteca, como acontece na Biblioteca Comunitária Ler é Preciso em Barroso, MG. "Algumas pessoas, por conta própria, reúnem e fazem ofertas de livros o que valoriza muito a leitura. E é assim que deve ser, pois a biblioteca é um meio de encantamento", diz Christine Fontelles, diretora do Instituto Ecofuturo.

Ter acesso a livros é fundamental na idade escolar, não apenas para pesquisas, mas para o desenvolvimento de habilidades relacionadas à leitura e para a formação de futuros leitores. Portanto, é preciso fazer com que as bibliotecas das escolas tenham bom acervo, infraestrutura adequada e atendimento de qualidade.

Desde 2002, a prefeitura de Londrina (PR) vem investindo nas bibliotecas das escolas do município por meio do projeto de leitura Bibliotecas Escolares: Palavras Andantes, vencedor do Prêmio Viva Leitura, que visa reconhecer as melhores experiências de estímulo à leitura no Brasil. A premiação da iniciativa de Londrina ocorreu em 2008, na categoria de Escolas Públicas e Privadas.

O programa Palavras Andantes, que tem como principal meta estimular a leitura entre os alunos, passa por quatro eixos fundamentais: a formação do mediador de leitura (bibliotecário ou professor); a instituição do horário de leitura em todas as escolas; a reorganização arquitetônica da biblioteca (organizar e reformar o espaço: pintar as paredes com cores agradáveis, colocar cadeiras e mesas adequadas para crianças, etc) e a ampliação contínua dos acervos.

"Não acredito em processo de aprendizagem que não tenha como centro a biblioteca. A biblioteca é uma representação da história da humanidade, do conhecimento artístico, histórico e literário. Se não valorizarmos esse arcabouço humano, que tipo de Educação estaremos oferecendo?", questiona Rovilson José da Silva, diretor de bibliotecas do município de Londrina.


Acesso em: 23/05/2011.

domingo, 1 de maio de 2011

ENQUETE 04/2011


RESULTADO DA ENQUETE SOBRE CESTA BÁSICA DO LIVRO


Agradeço a todos que participaram da enquete, dessa vez tivemos uma maior participação, um total de 33 pessoas respondendo a pergunta: Você concorda com o projeto "cesta básica do livro", que dará dois livros de literatura por ano para estudantes da rede pública de ensino? 78% (26 pessoas) responderam “Sim, pois as pessoas terão mais acesso à leitura”, 15% (5 pessoas) responderam “Não, pois gera aumento nos gastos públicos e não garante que o livro seja lido” e 6% (2 pessoas) responderam “Tanto faz, acho que o projeto vai ser indiferente para ampliar o gosto pela leitura”.
Segue um texto explicando um pouquinho sobre este projeto.


Projeto institui “Cesta Básica do Livro” para alunos de escolas estaduais
Escrito por Ascom
Qua, 16 de Fevereiro de 2011 23:00

Projeto apresentado hoje (16/02) pelo deputado estadual Diogo Tita, institui no Âmbito da Secretaria de Estado de Educação, o programa “Cesta Básica do Livro”, destinado a prover às famílias de estudantes das Escolas Estaduais, um acervo mínimo de leitura.
O deputado sugere em seu projeto, que famílias que tenham filhos matriculados nas escolas estaduais do Estado de Mato Grosso do Sul, possam receber a cada bimestre letivo, 2 livros de conteúdo literário, artístico ou científico, constantes de catálogo elaborado pelo Conselho Estadual de Educação.
A lei proposta pelo deputado é estruturada da seguinte forma: a cada 2 anos, o catálogo de títulos será devidamente atualizado.
De acordo com a justificativa do projeto, trata-se de uma ampliação da Cesta Básica, que a bem da verdade é apenas limitada a prover a alimentação do brasileiro comum, e que representa muito pouco pelo valor atual do salário mínimo, de R$ 545,00 ( Quinhentos e quarenta e cinco reais). 
Pela Constituição de 1988, o salário mínimo deve prover outras necessidades, não somente para um trabalhador, mas para toda sua família, em média formada por 2 (dois) adultos e 2 (dois) adolescentes ou crianças.
Diogo Tita destacou que além de alimentos, é necessário que a cesta básica do brasileiro contenha os livros, que é um patrimônio cultural insubstituível da humanidade.
“Estudos recentes mostram que as crianças que dispõem em casa de livros, jornais e revistas têm um desempenho muito mais positivo em sua alfabetização.  Também recentes estudos mostraram que 15 milhões de brasileiros são privados do mundo letrado.  Frequentemente o único livro existente na casa dos nossos pobres é a Bíblia, e esta é praticamente inacessível para as crianças”, destaca.
Tita aponta que em nosso país temos o programa do “Livro Didático”, entretanto eles ficam somente 1 ano com as famílias e não pertencem a elas.
“Infelizmente, no Brasil a literatura ainda está entre as últimas prioridades do Brasileiro. Além de ter pouco dinheiro para adquirir livros, quando os tem, gasta-se com DVD, Celular, CD, jogos eletrônicos e outras atividades, nunca sobrando para a leitura”, explica.
Ele disse ainda que realizada uma pesquisa “O Livro no Orçamento Familiar”, encomendada por diversas entidades ligadas ao mercado editorial, com base na última divulgação do IBGE no item “Pesquisa de Orçamentos Familiares”.
“Nesta pesquisa houve uma comparação entre os gastos da família brasileira com material para leitura e outra despesa de comunicação e lazer.  Nas famílias entrevistadas, 47% adquiriram algum tipo de material de leitura, sendo R$ 5,47 bilhões em um ano.  Desse valor, 52% foram destinados a jornais e revistas, 19,6% para livros didáticos e 9,7% para fotocópia. Apenas, infelizmente, 10,1% foram gastos com literatura propriamente dita”, afirma.
O parlamentar justificou que é urgente incentivar a leitura dos alunos e pais de alunos da Rede Pública Estadual, e sendo assim, torna-se indispensável a preciosa ajuda do Poder Público para melhorar os índices já citados. 

(Fonte- Assessoria de imprensa: Carolina Assis DRT-394/MS)
Acesso em 04/04/2011.
Saiba mais em:

quinta-feira, 31 de março de 2011

ENQUETE 03/2011


RESULTADO DA ENQUETE E FUNÇÃO DA ESCOLA


Agradeço a colaboração das 19 pessoas que participaram do nosso blog respondendo a enquete.
Como podemos observar 78% (a grande maioria) dos votantes encara que a função primordial da escola é preparar para a vivência social, 21% que a função da escola é transmitir conhecimento, 5% apontaram que a escola tem a função de complementar a educação familiar e ninguém (0%) votou na escola com função de formação profissional. Para explicar um pouquinho mais sobre esse tema uso-me da fala de duas professoras que escreveram bem sobre o assunto: Ana Paula do blog Alfabetização consciente e Luciana do blog Professora Luciana. Para encerrar utilizo-me do texto escrito no blog Fábulas e contos que trata sobre o compromisso de todas as pessoas em relação ao incentivo a leitura.
Então, segue os textos e fico no aguardo da participação de vocês nas próximas enquetes.

FUNÇÃO DA ESCOLA

A real função da escola ainda não foi assimilada pela sociedade e por muitos professores! Os pais cobram que os ajude a educar moralmente seus filhos, claro que devemos fazer isso, mas muitas famílias deixam isso completamente a cargo da escola. Bato o pé, que a família é a base e o principal parâmetro para a criança! Se ela não tiver isso, de nada adiantará o melhor ensino. Em contrapartida alguns professores acreditam que nossa função é repassar conhecimentos! Isso não auxilia na formação intelectual do estudante, o ensino é uma via de duas mãos! Na escola falta diálogo, e sem ele não tem como formar futuros cidadãos preparados para a plena e saudável convivência em sociedade.
Professora da Rede Municipal do Ensino de Curitiba.
Autora do blog Alfabetização Consciente.  http://alfabetizacaoconsciente.blogspot.com/

QUAL É O PAPEL SOCIAL DA ESCOLA?

por: Professora Luciana
Professora da Rede Municipal de Ensino de Campo/RJ.

Diante das mudanças sociais e econômicas, a escola está em fase de mudança de seus paradigmas, dentro da premissa básica de seu papel primordial que é formar para a cidadania.
Se, por um lado, a escola tenta responder às demandas da comunidade, por outro tem que corresponder aos anseios burocráticos do sistema que impõe uma série de atividades sem sentido real, dentre elas o preenchimento de fichas e papéis desconexos com o processo de aprendizagem.
Dessa forma a escola busca incessantemente construir sua identidade em meio aos avanços e às mudanças que vão desde o modo de agir e pensar das pessoas, que afetam as relações familiares, até os avanços tecnológicos que, na maioria das vezes, estão bem distantes da sala de aula.
A primeira instância da criança é a família, no entanto esta tem atribuído à escola quase toda a finalidade de educar. Os sistemas de educação, por sua vez, impõem as regras, estabelecendo mecanismos de controle visando adequar-se às novas demandas. Em meio ao “jogo de empurra” está o professor que também tem buscado construir sua identidade dentro desse processo.
O sistema arcaico, falido, inadequado e desorganizado que ainda insiste em operar e gerir os rumos da educação, desestimula o profissional ao sufocá-lo com atribuições burocráticas que não geram reflexão sobre a própria prática pedagógica. Se, como diz Moreto (2011)," a função social da escola é formar gerentes da informação e não meros acumuladores de dados”, por que o sistema educacional “organiza” e desorganiza os discentes em dados, com base em números, enchendo cada vez mais as salas de aulas que perdem a qualidade do aprendizado e desmerece o trabalho do professor?
Estaria, então, ultrapassado o sistema? E o professor, a quem deve atender: à burocracia do sistema ou fazer com que respeitem sua autonomia docente para que seja possível trabalhar dentro dos preceitos de uma educação que forma realmente cidadãos?
E o papel da escola, alguém já conseguiu definir qual é, nesse momento?
O fato é que a escola, como espaço formal de educação, se vê obrigada a atender as exigências dos sistemas de ensino e ao mesmo tempo é cobrada para que se afirme como instituição sólida de educação para a cidadania viabilizando o preparo dos alunos, futuros cidadãos, ante às transformações sociais.
acesso em 14/02/2011.

Leitura:
 Fator de Educação, Formação e Informação.

(...) “Toda criança, em princípio, é inteligente. E inteligência só se aguça com exercício. E o melhor exercício intelectual é a leitura.  O nosso compromisso é fazer com que crianças  e adolescentes se interessem pela literatura e cresçam em caráter, aliado ao conhecimento.
      Se dar pão e peixe fosse a solução para os problemas da humanidade Jesus Cristo, o Filho de Deus, o Salvador da humanidade, estaria até hoje multiplicando pães e peixes.  Mas não é esse o método.  É pelo ouvir, pelo ler, pela literatura e pela informação que vem a formação e a educação.”
Fonte: http://www.fabulasecontos.com.br/
Acesso em 31/03/2011


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

ENQUETE 02/2011

RESULTADO DA ENQUETE E QUALIDADE DA EDUCAÇÃO PÚBLICA BRASILEIRA

Agradeço a todos que participaram desta enquete do blog. Ao todo tivemos a participação de 22 pessoas que responderam a pergunta. “Como é a qualidade do ensino público brasileiro?”
Confira abaixo o resultado da enquete.
Tivemos nessa enquete um resultado bem equilibrado 36% dos participantes acham que a educação pública brasileira tem uma qualidade regular e 31% ruim. 9% a consideram ótima e 22% boa. O mais positivo foi que ninguém apontou a educação pública como péssima, sem condições, isso quer dizer que ainda tem jeito de melhorar.
          Segue um texto que trata um pouco sobre a qualidade da educação pública escrito pelo professor Paiva encontrado no site http://www.informepb.com.br/

POR UMA EDUCAÇÃO PÚBLICA DE QUALIDADE

 23 de Fevereiro de 2011 12:15 | Escrito por Professor Paiva
O verbo educar deriva do termo latino “educere” que significa literalmente “ajudar a levantar”. Levantar pode ser entendido aqui como mudança ascendente no desenvolvimento das capacidades do indivíduo conduzindo-o, inexoravelmente, à inclusão e conseqüentemente à  ascensão social, à cidadania plena.
Como a educação é sem sombra de dúvidas o principal caminho para diminuir as nossas desigualdades sociais, precisamos transformá-la em um direito de todos os  brasileiros e deve como tal ser assegurada não só pelo governo, mas pelo conjunto da sociedade brasileira.

Na duas última décadas, notadamente, após o advento do FUNDEF, tem  sido muito festejado o patamar de quase 100% dos alunos na escola na faixa dos 7 aos 14 anos. Essa conquista deve ser comemorada, mas será o bastante?

Estamos vivenciando a implementação do FUNDEB, que visa ampliar a atenção governamental para além do ensino fundamental, incluindo nesse espectro as crianças da pré-escola e os adolescentes do ensino médio. A idéia é boa e já temos a referência do FUNDEF para indicar que poderemos avançar, bastando apenas garantir a boa aplicação dos recursos adicionais.

Os meios de comunicação têm evidenciado com riqueza de detalhes o fracasso do nosso sistema educacional  através da divulgação dos resultados do SAEB (Sistema de Avaliação da Educação Básica), do ENEM (Exame nacional do Ensino Médio) e do recente IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), dentre outros modelos de avaliação.

O INEP (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) tornou públicas recentemente estatísticas nacionais que demonstram que 33 milhões de alunos considerados alfabetizados são completamente analfabetos e que 59% dos que estão cursando a 4a. série das escolas públicas não são capazes de ler e nem escrever adequadamente.

Há pouco tempo atrás, pelos dados divulgados pelo IDEB, a nossa capital (?) ocupava o incômodo penúltimo lugar em qualidade de educação dentre as capitais brasileiras, estando à frente apenas de Salvador que amarga a lanterninha do campeonato da qualidade na educação das capitais brasileiras. Para que se possa comparar, Teresina que é a capital do estado mais pobre do Nordeste, ocupava a posição 1212, enquanto João Pessoa estava na colocação 4004 em um universo de aproximadamente 4400 cidades avaliadas.

Certamente, depois desses dados, concluiremos que o bastante ainda não  foi feito. O discurso oficial é contraposto pelos resultados das avaliações oficiais. Precisamos rediscutir os nossos conceitos e metas para educação em um país com milhões de analfabetos que serão excluídos de qualquer perspectiva de futuro.

Precisamos olhar essa questão pela ótica da qualidade que se contrapõe ao mero critério quantitativo pelo qual se tem tratado o tema. O grande problema  está na subjetividade associada à qualidade que permite visões diferenciadas dependendo do referencial do observador.

Para exemplificar, vejamos a questão da introdução de computadores nas escolas: a mídia oficial vangloria-se dos laboratórios de informática, pondo, oportunisticamente, as crianças diante dos equipamentos e das câmeras de TV para vender uma idéia de efetivo oferecimento de oportunidades para concretizar a inclusão digital.

Com uma observação mais detalhada,  facilmente concluímos que não basta colocar computadores na escola e fazer alarde. Adquirir computadores é fácil, mas transformá-los efetivamente em ferramentas eficientes de ensino-aprendizagem é muito mais complexo. O que temos, na verdade, são laboratórios de informática  que não são utilizados pelos alunos por falta de equipamentos, pessoal treinado e manutenção.

Outro exemplo  é o caso de escolas que são construídas para servirem de referencial, de modelo e logo nos primeiros dias de funcionamento, são detectados problemas devido  aos vícios construtivos que originam infiltrações e rachaduras no piso. Adicionalmente, também é comum surgirem várias reclamações quanto à sujeira, laboratório de informática fechado, falta de professores, falta de merenda, dentre outros.

A solução para esse problema estaria na formulação de uma política mais ampla que possibilitasse o planejamento pedagógico, o treinamento de pessoal docente e administrativo, a aquisição de softwares educativos adequados às necessidades de aprendizagem, o acesso permanente à Internet, um esquema de manutenção preventiva/corretiva dos equipamentos e uma previsão das necessidades de atualização tecnológica dos componentes do sistema.

Necessitamos evitar que, por um erro de avaliação do que é uma boa escola, tenhamos toda uma geração de crianças perdidas, sendo condenadas prematuramente a não terem o direito a um futuro digno e cidadão.

A solução para esta questão está no oferecimento de uma Educação Pública de qualidade que necessariamente  passa  por alguns pilares básicos:
 -  valorização dos profissionais da educação com fortes investimentos na remuneração e na qualificação docente;
-  ensino de qualidade;
-  gestão democrática da escola;
-  estabelecimento de uma forte interação com a comunidade na qual a escola está inserida;
-  tratar a educação como o principal caminho para a ascensão social;
-  implantação de uma cultura de qualidade e avaliação permanente.

Com base nesses preceitos, é imperioso que possamos construir coletivamente um projeto ético, político e pedagógico de ensino que esteja efetivamente comprometido com as reais necessidades da nossa população.

As nossas crianças e jovens precisam ter o seu futuro garantido no presente com a segurança da oferta de uma educação pública de qualidade. Acredito que podemos materializar esse sonho desde que tenhamos a competência técnica, a humildade e a capacidade política de edificar esse projeto de um amanhã promissor para as nossas crianças.
“... amanhã será um lindo dia ...” – Guilherme Arantes
Contatos: Professor Paiva
paiva.severino@gmail.com 
www.twitter.com/professorpaiva
acesso em 27/02/2011

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